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Tudo sobre automação industrial para iniciar 2022 com foco no futuro

Embora as coisas tenham voltado parcialmente à normalidade ao longo do último ano, fato é que vimos em 2021 um ritmo acelerado de mudanças e inovação.

A pandemia afetou consideravelmente a maneira como trabalhamos, sobretudo como deverá ser a continuação do trabalho em um cenário onde não estamos fisicamente presentes em tempo integral.

Contudo, quando trazemos essa realidade para o setor industrial, novos desafios surgem, a exemplo da necessidade de garantir resultados, entrega de pedidos, produção otimizada e conciliação às novas tecnologias que se agigantam diariamente, como é o caso da automação industrial.

Pensando nisso, a GTR identificou a importância de falar sobre a evolução da automação nas indústrias em 2022. Para isso, trazemos 5 tendências para sua organização se ajustar e alavancar resultados!

Automação industrial 2022: 5 tendências que devem se fortalecer

1. Aplicação avançada de IIoT (Internet das Coisas Industriais)

A IIoT (Internet das Coisas Industriais) viabiliza a elaboração de incontáveis estratégias otimizadas de engenharia, como:

  • Análise de causas básicas.
  • Manutenção preditiva.
  • Análise de Big Data e monitoramento de condições.

Especialistas têm registrado balanços positivos quanto às tecnologias focadas no monitoramento de condições, ao passo em que compreendem seu funcionamento e os principais benefícios.

O monitoramento de condições acompanha fatores particulares de uma máquina, como temperatura e vibração, usando uma matriz de sensores IIoT.

Por sua vez, estes identificam possíveis alterações operacionais que indicam falhas em desenvolvimento e transmitem alertas do sistema e ações corretivas.

Portanto, é de extrema utilidade em elementos como motores, prensas, bombas e compressores, além do que, temos uma gama considerável de parâmetros que podem ser monitorados.

A análise de dados relacionada ao monitoramento em tempo real também se estende a uma análise de desempenho mais abrangente, como a utilização das máquinas, ciclos e horas de funcionamento.

2. Manutenção otimizada e preditiva

Podemos dizer então, que o monitoramento de condições é fator crucial para estimular a manutenção preventiva, pois permite que programas de reparo sejam agendados com antecedência, que anormalidades sejam identificadas e ações preventivas sejam implementadas.

Com tantos sensores integrados à produção automatizada, as máquinas passam a realizar uma avaliação do seu próprio status.

Na prática, isso garante que o feedback instantâneo levará de forma automática a uma solicitação de manutenção do equipamento antes que o problema atinja um estado crítico irreversível.

Como resultado, há redução do tempo de inatividade dos equipamentos e redução de custos. Em alguns casos, será possível que as máquinas possam realizar sua própria manutenção, claro, desde que o conjunto de tecnologias e softwares sejam implementados, como a Plataforma MES.

3. Aprofundamento do uso de Big Data e relatórios gerenciais mais assertivos

Quando falamos em tecnologias de IIoT avançadas, devemos considerar a geração elevada de dados, coletados e geridos de forma ininterrupta e em tempo real.

Isso continuará como uma das principais tendências de automação industrial em 2022, à medida que as empresas adquirem expertise para explorar seu potencial.

Nesse sentido, o Big Data refletirá cada insumo e ação do processo de produção automatizado, que pode então ser analisado ou armazenado para análises posteriores.

A análise de dados, por sua vez, poderá identificar falhas em um processo, gargalos nos procedimentos, além de avaliar o ciclo de vida total dos equipamentos.

Inclusive, essa tecnologia viabiliza que as indústrias vejam exatamente o que está acontecendo no chão de fábrica minuto a minuto. Por conseguinte, os analistas produzem modelos de planejamento e previsão assertivos, visando melhorar a produtividade e a lucratividade.

Organizações maiores poderão agregar e integrar dados de distintas instalações de produção, a fim de gerar uma imagem mais abrangente das operações.

Por fim, é válido dizer que tais processos podem ser otimizados ainda mais por Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML).

4. Tecnologias relacionadas à Inteligência Artificial

A IA permite que máquinas e equipamentos sejam capazes de tomar decisões independentes e realizar tarefas racionalizadas.

Em contrapartida, a tecnologia Machine Learning vai além, já que oferece às máquinas a capacidade de aprender com suas próprias atividades para melhorar suas definições próprias, especialmente quando os algoritmos se tornam mais sofisticados.

Atualmente, é possível gerenciar um chão de fábrica sem qualquer interação humana, embora não seja ideal em algumas indústrias. Ao longo dos meses, as indústrias poderão integrar aplicações de realidade aumentada e realidade virtual.

Então, combinar essas tecnologias com IIoT e IA oferecendo grande potencial em diferentes áreas da indústria, tais como:

  • Design e desenvolvimento de produtos.
  • Processos de produção.
  • Manutenção de equipamentos e serviços.
  • Melhoria no suporte ao cliente.
  • Otimização das atividades logísticas.

O uso de realidade aumentada nas etapas iniciais do desenvolvimento de produtos, por exemplo, viabiliza a iteração virtual de designs de produtos sem comprometer custos recorrentes de prototipagem.

Diante disso, à medida que os produtos ganham complexidade, seus componentes podem aumentar em quantidade e diminuir de tamanho, resultando em processos de fabricação mais complexos e desafiadores.

Nesse contexto, alguns processos de montagem serão auxiliados por instruções operacionais orientadas por realidade aumentada, de forma a acelerar e eliminar erros, ao passo em que reduz a pressão no trabalho dos profissionais.

Em outras palavras, é trabalhar com mais inteligência, autonomia, otimização e menos custos recorrentes desnecessários, isso sem contar a margem estimada para gerar resultados que impactam na evolução da indústria!

5. Fortalecimento da cibersegurança industrial

Com o avanço da IIoT e maior conectividade, há uma dependência inerente em investir em softwares complexos.

Por outro lado, conforme há mais sistemas conectados, mais atraente se torna para cibercriminosos causarem danos e prejuízos ao hackear sistemas industriais, spear-phishing ou na instalação de ransomwares.

Não à toa, temos casos registrados onde indústrias inteiras são derrubadas e dados operacionais, comerciais, pessoais e de colaboradores são “sequestrados”, sendo liberados mediante pagamentos astronômicos.

O aumento das ameaças e as altas despesas relacionadas às violações, têm levado fabricantes e desenvolvedores de equipamentos e softwares a incorporar medidas de segurança cibernética mais rigorosas e complexas, visando coibir presenças mal-intencionadas.

Além disso, as empresas estão aprimorando o treinamento dos colaboradores e oferecendo uma comunicação mais aproximada e multilateral com clientes e fornecedores, de forma a combater incidentes de segurança cibernética.

Claro, todas as tendências mostradas aqui hoje, são apenas a “ponta do iceberg” quando falamos em tecnologias que ainda surgirão ao longo dos meses. Porém, é fundamental ficar atento e implementar tudo que estiver ao seu alcance.

Não deixe de acompanhar o Blog GTR para mais dicas e até breve!


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